Ouro do Xingu: Altamira produz mais de sete mil toneladas de amêndoas de cacau

Altamira se consolida como uma das potências na produção de cacau no Brasil. Segundo o livro ‘Cadeia de Valor do Cacau no Pará 2025’, produzido pelo Governo do Pará, a cidade produziu 7.278 toneladas de amêndoas de cacau em 2023.

A produção se concentra especialmente na Gleba Assurini, zona rural de Altamira, onde mais de 20 milhões de plantas geram amêndoas de alta qualidade, reconhecidas internacionalmente.

Gleba Assurini, zona rural de Altamira, concentra a maior produção de amêndoas de cacau.

Em todo o Pará foram produzidas cerca de 138.471 toneladas de cacau. Dentre os principais municípios produtores estão Medicilândia, com 44.178 toneladas, Uruará, com 21.266 toneladas, Placas, com 12.788 toneladas e Anapu, que registrou 7.150 toneladas.

No ano de 2024, o Brasil produziu aproximadamente 287,8 mil toneladas de cacau, sendo que o Pará respondeu por mais da metade desse total, com 153,9 mil toneladas, consolidando-se como o maior produtor nacional.

Esse desempenho chama ainda mais atenção quando comparado à Bahia, que possui uma área plantada muito maior — 445 mil hectares contra 164 mil hectares no Pará.

Mesmo assim, o rendimento paraense foi quase quatro vezes superior, alcançando uma média de 946 kg por hectare, enquanto a Bahia registrou 250 kg por hectare. Essa alta produtividade destaca o Pará como referência nacional no setor e reforça o protagonismo do estado na cadeia produtiva do cacau.

No Pará, a região do Xingu lidera com folga, concentrando 75,86% de toda a produção estadual. As outras regiões apresentam participação bem menor: Araguaia com 7,20%, Tocantins com 4,98%, Lago de Tucuruí com 4,77%, Tapajós com 2,51%, enquanto as demais regiões somadas representam apenas 4,68%.

Região do Xingu lidera a produção de amêndoas de cacau no Pará.

A região Norte segue como a principal produtora de cacau no país. Em 2024, foi responsável por 57% da produção nacional, impulsionada pelo alto rendimento do Pará, que alcançou a média de 958 kg por hectare, mais que o dobro da média nacional, que foi de 455 kg por hectare.

Esse avanço é resultado da adoção de novas tecnologias e de práticas agrícolas mais eficientes. Para 2025, a expectativa é que o Brasil produza cerca de 300 mil toneladas de cacau, com a região Norte mantendo a liderança, representando 56,4% da produção nacional.

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