Desfilacão, cãominhada e arrecadação de mais de 500 quilos de ração marcam a 2ª edição do Altapet

Latidos de um lado, miados do outro. Assim foi o fim de tarde na Concha Acústica, neste sábado, 18 de abril, durante a realização da 2ª edição do “Altapet”. O evento reuniu famílias em uma programação voltada ao bem-estar animal, fortalecendo a relação de carinho entre pets e seus tutores.

Entre coleiras, tutores atentos e animais no colo, o espaço se transformou em um grande encontro de amor e cuidado. Cães e gatos de diferentes portes e raças chamaram a atenção do público e protagonizaram momentos de alegria ao lado de seus donos.

A programação contou com atividades recreativas pensadas para aproximar ainda mais tutores e pets. Um dos destaques foi a “Cãominhada”, em que participantes percorreram cerca de 700 metros pela Orla ao lado de seus animais. Vestindo bandanas do evento, os pets desfilaram com elegância e muita fofura, arrancando sorrisos e aplausos de quem acompanhava o trajeto.

Além das ações recreativas, o Altapet também ofereceu palestras educativas, incentivo à adoção responsável e sorteio de brindes. Quem aproveitou a programação foi a estudante Adrieli Santos, moradora de Altamira há quatro meses, após se mudar de São Paulo. Ela levou a gata Ravenna, carinhosamente chamada pela família de “Filha”.

Eu achei muito legal, não só para a proteção dos animais mas também para maus tratos para as pessoas incentivarem mais a adoção também. E achei perfeito. Essa daqui é a Ravenna mas achamos tanto de filha que ficou ‘Filha’ mesmo. Ela foi uma gatinha resgatada no terreno baldio e ela é uma filhotinha ainda. Estamos conhecendo o Pará, é a primeira vez dela aqui na Orla.”

Ao falar sobre a companheira de quatro patas, Adrieli resumiu o sentimento da família. “Ah, tudo, literalmente um filho. Quando a gente tem um animal mesmo, vai comigo pra tudo quanto é lugar. Mercado, passeia, já andou de avião. É como se fosse um filho mesmo”.

Outro ponto importante da programação foi o cuidado com a saúde dos animais. O evento disponibilizou 200 vacinas antirrábicas gratuitas, além de consultas veterinárias e exposição de produtos voltados ao universo pet, como rações, acessórios e itens de higiene.

A enfermeira Karen Melo levou a cadela Minnie, considerada o xodó da família, para receber a vacina anual. “Eu achei muito importante porque a vida dos nossos bichinhos são importantes pra gente e a gente tem como filho eles e estar vacinando anualmente é um ato de amor também por eles. Essa é a Minnie. Eu já tenho ela há três anos. Eu comprei ela e é o xodó lá de casa”.

O “Desfilacão” foi outra atração que chamou a atenção do público. Tutores e pets passaram pelo palco em busca de três premiações: menor cão, maior cão e melhor fantasia.

Na categoria melhor fantasia, quem levou a melhor foram Ize e Bento, mãe e filho, pets da tutora Louise Neres e do seu esposo. Fantasiados de mulher-cão e homem-cão, os dois conquistaram os jurados com muita criatividade e fofura.

Essa aqui é a Isa, nossa primeira cachorra. Ela veio para ressignificar muita coisa em nossa vida, completar a gente como casal. Ela teve o Bento, que é filho, e foi pra cumprimentar mesmo. Foi só pra crescer o amor.” Ao serem perguntados sobre o significado dos animais em suas vidas, a resposta veio de forma imediata: “Eles representam muitas vezes a pressa de chegar em casa, a alegria, a paz, a bondade”.

Na categoria menor cão, a vencedora foi Malu, pet da raça pinscher, da tutora Marinete Santos.

Já na categoria maior cão, o vencedor foi Luke, cão mestiço de pastor-alemão e rottweiler, do tutor Marcelo Teixeira.

As associações “Amamos Patadas” e “Apata” também participaram do evento, promovendo a adoção responsável de cães e gatos resgatados e reforçando a importância do acolhimento animal.

Outra grande conquista da segunda edição do “Altapet” foi a arrecadação de 540 quilos de ração, que foram destinados às associações participantes, contribuindo diretamente para o cuidado de animais em situação de vulnerabilidade.

A segunda edição do Altapet, que tem como lema “Menos Abandono e Mais Amor”, é uma ação da Prefeitura de Altamira, por meio da Secretaria Municipal da Gestão do Meio Ambiente, onde estamos cada vez mais sensibilizando a população contra os maus-tratos animais. Tivemos também a participação da Secretaria de Saúde com a ampla vacinação antirrábica com 200 doses, garantindo assim a saúde e proteção animal a todos os pets. Tivemos também o desfilacão, a cãominhada para valorização e sensibilização contra os maus-tratos animais e também a doação de 540 quilos de ração para que a gente possa fortalecer as ações das ONGs e assim garantir saúde e proteção animal”, afirmou Rafael Oliveira, secretário da Gestão do Meio Ambiente.

O Altapet é alusivo ao Abril Laranja, mês de conscientização e combate aos maus-tratos aos animais. A campanha busca conscientizar a população sobre a prevenção e o combate aos maus-tratos e à crueldade contra os animais. A cor laranja simboliza a proteção animal e reforça a importância do cuidado, respeito e responsabilidade com todos os seres vivos.

A campanha foi criada em 2006 pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais (ASPCA) e, ao longo dos anos, passou a ser adotada também no Brasil como forma de alertar a população sobre a importância da saúde, do bem-estar e da dignidade animal.

Entre os principais objetivos do “Abril Laranja” está o combate à violência contra os animais, incentivando a denúncia de práticas como abandono, envenenamento, agressões físicas, manutenção em condições inadequadas, privação de alimento e água, além do uso de correntes e outras formas de negligência.

De acordo com a legislação brasileira, maus-tratos configuram crime e incluem ações como abandonar, ferir, mutilar ou abusar de animais domésticos, silvestres ou exóticos. Também são considerados maus-tratos a falta de assistência veterinária, a manutenção em locais insalubres e a submissão a práticas cruéis ou dolorosas.

No Brasil, a proteção animal é garantida pela Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 32 prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem praticar maus-tratos, ferir ou mutilar animais.

A legislação foi reforçada com a Lei nº 14.064/2020, conhecida como “Lei Sansão”, que aumentou a punição para casos envolvendo cães e gatos. Nesses casos, a pena passou a ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal. A pena também pode ser aumentada de um sexto a um terço se o crime resultar na morte do animal.

Compartilhe: